quarta-feira, 6 de abril de 2011

UMESP, BENNETT. Instituições a serviço do Reino?




Somos Igreja. Glorifico a Deus pois faço parte da IGREJA Metodista. Somos povo escolhido, povo que é levantado para pregar a Palavra mais poderosa que já foi declarada sobre a face da terra. Igreja que conquista, que salva, que alimenta, que prega, que espiritualiza o que é espiritual e desespiritualiza o que nada tem haver com o espírito. Igreja a serviço do Povo de Deus e do Povo que não é de Deus ainda. Louvo a Deus pois a igreja tem crescido, tem avançado, não como gostaria, pois almejo por um crescimento ainda maior, porem vidas estão sendo salvas, seja no Rio, em Teresópolis, em Iguaba, em Cabo Frio, Resende e tantas outras cidades que o metodismo tem sido instrumento do Reino de Deus, instrumento de salvação e consolidação. Somos Igreja. E a instituição? Como ela anda? Acredito que mal. Fico triste em perceber as terríveis histórias que cercam nossas instituições, não sei se todas são verdades, entretanto é impossível que todas sejam mentiras. Fico triste, porem antes a instituição que a Igreja. Meu desejo seria que o nosso BENNETt não estivesse na situação que está, gostaria de dizer que a UMESP fosse realmente Metodista, pois muitos alunos nem sabem que Metodista é uma igreja. Eu estudei lá pode acreditar no que estou dizendo. O discurso do proselitismo matou as nossas instituições. “Tem que saber separar as coisas”, era o que ouvia nos corredores e nas salas de aula na UMESP. Separar tudo bem, mas não anular. Na porta da UMESP encontramos uma geração de jovens se drogando e se embebedando, o que a pastoral está fazendo? Afinal eles tem que separar as coisas, ou não seria matar? Que potencia de evangelização temos em nossas mãos, mas é melhor ter uma universidade rica do que uma universidade Metodista. Não falo acerca de pressão religiosa, falo apenas de demonstrar o amor de Cristo e as Palavras do Seu evangelho. Como está a UMESP? Rica. Entretanto, uma multidão de ricos empobrecem os seus espíritos e simplesmente achamos que nosso dever é educar. Como está o BENNETt? Pobre e endividado. Volto a dizer, fico triste, porem antes a instituição que a Igreja.

Porque tudo isso? Eu creio que por muitas vezes a igreja foi colocada à serviço da instituição, e perdermos a verdade oposta, ou seja, a instituição esta a serviço da Igreja. E onde está a nossa identidade Metodista? Não podemos esquecer que o mundo é a nossa paróquia. E os universitários e alunos não fazem parte desta paróquia? Deixemos que paguem suas mensalidades e pronto. Deus não levantou Sua igreja para formar advogados, dentistas, filósofos ou arquitetos, mas sim profetas, pastores, mestres e evangelistas. Então não seria de Deus nossas universidades? Creio que são sim. Mas também creio que o evangelho não pode ser esquecido diante dos livros de direitos ou dos cálculos químicos. Talvez, Deus queira nos levar a pensar que perdermos muito tempo e dinheiro em algo que é importante, mas não fundamental. Algo bom, mas não primordial. Enquanto isso a igreja cresce. Vidas são discipuladas, novos pastores são levantados e novas vidas são salvas. Maldita palavra “proselitismo”, que muitas vezes camuflou a covardia de pregar o evangelho e salvar os que estão perdidos. Talvez, maldita não seja a palavra, mas a compreensão da mesma que forjou profetas que não profetizam, pastores que não pastoreiam, evangelistas que não evangelizam e mestres que não ensinam. Que Deus salve nossas instituições, porem antes elas que a Igreja.

Um comentário:

Pr. Welfany Nolasco Rodrigues disse...

Realmente não há nada de Missão nestas instituições. Oro a Deus para que nossa Igreja se liberte dessa aparência de gigantismo e da realidade de raquitismo.