sexta-feira, 20 de abril de 2012

Onde está o Discipulado?



Discipulado não tem nada de novo, pelo contrário, é a prática mais ensinada por Jesus Cristo, não somente por palavras, mas pelo seu estilo de vida.  Talvez Jesus não “esquematizou” o discipulado pois Ele sabia que o mesmo não funciona de maneira mecânica ou até mesmo institucionalizada, ou seja, discipulado não pode ser ordenado mais simplesmente vivido.  Agradeço a Deus acerca da ressurreição da discussão sobre o tema discipulado, entretanto me preocupo, pois parece que pouco caminhamos. Vejo o esforço de nossa liderança para implantar o que na verdade não pode ser implantado, mas simplesmente vivido.   Muitos confundiram discipulado com estratégias, até que boas, mas que não passavam de estratégias de crescimento.  Discipulado não é estratégia de crescimento, discipulado é simplesmente o estilo de vida daqueles que verdadeiramente seguem a Jesus.   Seria possível possuir um genuíno relacionamento com Deus sem ser discípulo ou gerar discípulos naturalmente?  Seria o discipulado sinônimo de grupos pequenos?  Pra mim longe disso.  Discipulado não é um conjunto de perguntas esquematizadas que um individuo faz ao outro, ou até mesmo células.  Deixo claro que as células são benção, porem não são sinônimo de discipulado, para que me entendam, minha igreja possui mais de 20 células, sei que é pouco diante da membresia da mesma, mas expressa a minha crença nelas e meu esforço de fazê-las frutíferas. 

Lembro-me da grande Onda das células, igrejas planejaram possuir em 2012 mais de 500 células, hoje se possuem 10 é muito.   O que aconteceu?  Será que nos deixamos iludir em uma utopia humana?  Ou será que novamente tentamos institucionalizar o que é impossível formatar?  Será possível que um curso forme mestres?  Ou será possível apostilas formarem discípulos?  Creio que não.  Não sou tolo em dizer que tais cursos não são de valia estimada para a formação do Cristão, mas dar a eles esse título é algo incompatível com sua real possibilidade.  Conversando com um grande amigo esses dias perguntei para ele: quem é o nosso referencial acerca do discipulado e do crescimento de igrejas em nossa própria igreja?  Qual igreja possuiu um crescimento explosivo para que possamos com eles aprender?  Alguma igreja possui 500 células? Não que isso seja sinal de sucesso, mas esse era o alvo que muitos disseram que Deus tinha colocado em seus corações.  Lembramos de alguns nomes de outras regiões, mas no fim ficamos em silêncio.   O que estamos fazendo de errado?  Será que alguém tem frutos com conhecimento para nos ofertar?  Teoria sem prática se torna somente teoria.  Coloco-me nesse mesmo barco, no barco de quem sonhou com coisas muito maiores e que ainda sonha,  mas que ainda está longe de tudo que esperava.   Não perco a esperança, mas não perco também a capacidade de auto avaliar, ou criticar, como preferir, a nossa realidade atual.  Falamos muito de células, mas na verdade experimentamos muito pouco os frutos delas.  Falar sem experimentar: uma hora cairemos no descrédito.  Para que isso não aconteça peço a Deus a resposta que ainda não tenho. O que nos falta Senhor?  Tentamos, mas até agora não chegamos a 3% do que sonhamos.

Talvez a grande solução para nossas igrejas envolva algo mais simples que imaginamos: santidade.   Quem sabe:  honestidade.   Ou:  fidelidade.   Poderia citar outras atitudes que são essenciais para o real crescimento de uma igreja, mas com essas três já seríamos muito mais fortes.   Amo a igreja Metodista, e acho que ela deveria ser mais amada por muitos, não usada, mas amada. 

Graças a Deus não ignoro a importância da simples caminhada Cristã.  Caminhando com Cristo e aprendendo com uma simples vida de oração, jejum e Palavra.  Relacionamento esse que me ensina, sem precisar recorrer a experiências de outros que muitas vezes não tem nada haver com as minhas necessidades, relacionamento que me faz discípulo e que me leva a discipuladores.  Uma caminhada NATURALmente cristã. Não  quero de maneira alguma anular o que já foi feito, mas ao meu ver é necessário admitirmos que até agora não funcionou, ou simplesmente não gerou o fruto esperado.  Termino esse texto com uma sensação de que é necessário mudar, que Deus abençoe e ilumine nossos líderes e assinale essa mudança que tanto precisamos.  

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pastores Caçadores de Fantasmas.


       
        Lembro-me de quando era criança.   Quanto brincava com meus amigos e  o único intuito era a diversão.  Não precisávamos de muitos apetrechos, a imaginação garantia a brincadeira.  Brincávamos de super-heróis, as vezes de polícia e ladrão e até de caça fantasmas, esta última inspirada em um filme americano de sucesso naquela época.   O tempo passou e não brinco mais de tais brincadeiras, afinal, hoje minha imaginação já não é tão fértil, conheço melhor a realidade, não tanto, entretanto o suficiente para discernir que o mundo não é simplesmente dividido entre mocinhos e bandidos, ou entre fantasmas e caçadores justiceiros.  Isso faz parte do processo de maturidade o qual todo ser humano deve passar, se não passar, será taxado como louco, esquizofrênico, utópico ou poderá ganhar tantos outros adjetivos.  A maturidade não é uma escolha ela é uma imposição, ou pelo menos é necessário fingir que a possuímos.
            Quando vejo o mundo evangélico atual, me deparo com um mundo que muitas vezes me lembra o mundo que criávamos para brincar.  Um mundo onde eu sou o mocinho e os demais são os bandidos. Um mundo de caça fantasmas, um mundo de aventuras espirituais, um mundo de batalhas espirituais que mais parecem batalhas no mundo de Oz.  Um mundo onde a coisa vale mais que a pessoa, onde o ser aprisionado é meu troféu e meus requintes de crueldade demonstram minha autoridade.   No filme “caça fantasma” os caçadores possuíam uma máquina que sugava os fantasmas para dentro dela e depois eram colocados em uma máquina maior ainda, e assim não eram eliminados, mas guardados no porão do quartel general.   Muitos líderes evangélicos gostariam dessa invenção em seus mundos de faz de conta.  Aprisionam os demônios, e ainda os colocam no porão da sua casa simplesmente pelo prazer do domínio, simplesmente para demonstrar sua autoridade.   Enquanto isso, as bruxas são perseguidas, entretanto se esquecem que até as bruxas possuem o direito da justificação pelo sangue de Jesus.   É melhor vê-las soltas e libertas do que aprisionadas como troféus na estante de algum louco gadita ou não gadita, ecumênico ou não ecumênico, pentecostal ou não pentecostal, tradicional ou não tradicional, afinal encontramos loucos caçadores de fantasmas em todos os lugares.
            Como é triste perceber que a síndrome de Lúcifer tem se proliferado em nosso meio, infelizmente a única vacina é a integridade.   Caráter.   A vaidade, o desejo pelas posições, manipulações políticas e tantos outros sentimentos fazem de nós, isso mesmo, de nós, pois somos vistos como farinha do mesmo saco, um povo com pouca credibilidade aos olhos dos que precisam acreditar naquele que acreditou em nós.  Não dá para fechar os olhos e fingir que isso não acontece do teu lado, nem se você tentar criar um mundo de faz de contas, uma hora ou outra o Espírito Santo te trará de volta a realidade, não para que você se desmotive ou desista, mas para que lute contra o país das maravilhas evangélico e passe a lutar por pessoas reais por princípios divinos por aquele que REALMENTE deu a vida por você e não veio para esse mundo caçar fantasmas, mas sim pescar pessoas. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Você deve desaparecer AGORA!!!



Estava lendo Hebreus capítulo um hoje.   Fala sobre a superioridade de Jesus e como Ele é incomparável.  Fico a pensar a cerca da soberania de Deus e me pergunto: podemos dizer que tudo que vivemos é concernente a vontade Dele?  Como chegaríamos a esse apogeu, o de dizer que a posição que estamos é totalmente de acordo com a vontade de Deus?  Certos discursos “espiritualistas” usam tal espiritualidade para justificar suas ações simplesmente para atingirem as suas vontades próprias, individuais e muitas vezes egoístas.  Creio no governo de Deus! Mas não creio que somos bons o bastante para nos diminuirmos a ponto de desaparecermos diante da soberania de Deus.  Esse é meu desejo.   Mas admito que ainda não sumi.   A cada dia percebo que não conheço ninguém que já desapareceu.   Deus deve olhar para nós muitas vezes e dizer:  meu filho eu não tenho nada haver com isso.    Gritamos em alta vozes como arautos diante de sua majestade:  Deus é o meu Rei!  Quando na verdade muitas vezes o deixamos como coadjuvantes de nossa biografia personalista.  

Pensando em nós pastores.  Quantos fazem do seu sucesso o sinônimo do sucesso do Reino.  Muitas vezes isso não tem nada haver com a verdade do verdadeiro Reino.  Os que mais choram e “profetizam” com seus discursos humanistas totalitários não abrem mão de sua posição para pastorearem os mais pobres, afinal o meu Deus é próspero, dos pobres outros cuidam.  Igrejas não são troféus.   Igreja são pessoas.  Os melhores são para os ricos?  Os pobres são degraus para o verdadeiro objetivo?  A política humana entrelaçada a política eclesiástica.

Você acredita que está onde Deus quer que você esteja?  Eu acredito em parte.  Sei que não diminui o bastante para dizer que minha vida é sinonimo da vontade de Deus para ela.  Mas não deixo de buscar.   Viva o Senhor em minha vida a ponto de simplesmente não mais viver.  Até lá que Deus nos livre de nós mesmos.   Termino com o meu clamor:  Senhor governa a minha vida, e me perdoe quando minha alma me engana, seja o meu farol e que eu seja forte o bastante para entregar, de verdade, o leme da minha vida, mesmo quando seguir o farol signifique um antagonismo a minha vontade.  

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Crentes no Caldeirão Global



Simplesmente não consigo festejar.   Muitas vezes me perguntei por quê.   Pense: são os crentes na maior rede de TV nacional!   Mas pense melhor ainda:  é honra ou é a prova que o ministério da música cristã não passa de mais um mercado sonografico.  Onde me pagam mais é a porta que Deus abriu.  Hipocrisia!  Afinal a mesmo empresa em que os cantores vendidos aumentam a audiência é a mesma que profana a mente brasileira e propaga seus ensinamentos diabólicos.   Festival promessas, promessas de que?  Ou seria a promessa que Satanás fez aos seus demônios que conseguiria comprar os adoradores de Deus.  Não estariam os mesmos se ajoelhando para possuírem todos os reinos dessa terra?  E não me venha me dizer que só aceitaram para pregar o evangelho.  Quem disse que precisamos fortalecer uma empresa infernal como se só por ela fossemos capazes de espalhar o evangelho por toda a face da terra.  Não consigo festejar.   É tão lógico.   Crescemos sem a Globo, logo perceberam que sem agente ela não poderá crescer.  E nós simplesmente alimentamos o ego “evangélico” diante das tramóias globais. 

Até ontem os mesmos diziam que a Globo era o globo ocular de satanás, hoje já não é tão ruim assim, afinal, a som livre da um dinheiro legal.   É porta de Deus!!!  Gritam os animados e inocentes, para não dizer ignorantes.   Fulana vai estar no Caldeirão do Huck, o caldeirão do inferno vai estar mais crente esse sábado.   Acorde povo de Deus! Faça como Josafá e coloque abaixo os postes ídolos.  Encher minha igreja com esse povo?  Tô fora.  Nada de pão e circo para minhas ovelhas.